25
de
março
SKATE NO DNA
texto e foto por Rennê Nunes
Tudo bem que somos aquilo que fazemos e pensamos, mas quanto de nós já é pré-determinado hereditariamente?
Vira e mexe tenho pensado nessa questão, principalmente quando encontro alguns filhos de skatistas com total afinidade com o carrinho. E não adianta falar que é culpa do(s) pai(s) que fica(m) colocando pilha. Isso não cola.
Quem conhece o pequeno João não me deixa mentir. Cria do Núcleo Escola de Skate, filho da grande amiga Fabi e do lendário skatista Rato da ZN, João é o moleque que tem o skate na veia, literalmente. Chega ser impressionante a diferença de nível e afinidade que ele tem com o carrinho quando comparado com amigos da mesma idade e mesmo tempo médio de skate.
Apesar da força que a Fabi dá pro moleque, é impressionante ver como o moleque amo skate, assim como seu pai, que mora longe, em São Pedro da Serra.
Na semana passada estive visitando o amigão e skatista Thiago Venturotti. Há pouco tempo atrás ele tinha me dito que seu moleque já tava subindo em cima do skate e se equilibrando sozinho. Lógico que não levei fé, já que o Davi recém completou seu primeiro aniversário.

Nessa última visita à casa do Thiago presenciei uma cena que foi um verdadeiro colírio para meus olhos que a terra ainda há de comer. Essa foto aí que vocês estão vendo foi feita nessa visita e esse moleque aí em cima do skate é o Davi, que ainda não tirou as fraudas e já curte a sensação de estar sozinho sobre esse pedaço de madeira com quatro rodinhas.
É bom ver que o skate é como a vida. Renova-se naturalmente, de geração pra geração.
Veja também:

