19
de
novembro
Groundation! Groundation! Comunication!
Quando as luzes se acenderam e a banda continuou tocando, pensei: Porra, foda! Achei que aquilo era uma ação programada, um ritual que já fazia parte dos Shows do Groundation. Com as luzes acesas, foi lindo ver aquela mistura de gente embalada pelo swing do reggae, dançando, divertindo-se ao som do grito de liberdade que emanava das canções. O contato visual dos artistas com o público: uma perfeita comunicação, uma sintonia visual, sonora e rítmica, talvez.

Só mais tarde descobri que, em virtude do horário, a Prefeitura mandou acender as luzes para que o show terminasse. Foi o que aconteceu pouco tempo depois. Mas, a manifestação do público presente diante da conspiração para o término do show não estava no cronograma. Groundation! Groundation! Groundation! E tome-lhe garrafas d’água nos assistentes de palco que cismavam em tentar guardar os instrumentos. Sei que a manifestação não foi das mais civilizadas, porém, como diria minha Vó: “Não mexe com quem tá quieto”. A galera só queria a última, a saideira, o grande final. Aquela linda noite quente não poderia ter aquele fim.
E assim foram-se, no mínimo, uns 20 min. de lengalenga. Garrafas ao ar, vaias e os fãs a postos em frente ao palco: Groundation! Groundation! Até que o produtor do show subiu ao palco para anunciar que a banda tocaria a última música, para delírio total do público. A galera se espremeu na frente do palco. Pareciam tentar interagir ainda mais com a banda naquele último momento do show. As luzes continuaram acesas, iluminando ainda mais a noite que já tinha um brilho diferente.
Por volta das 4h00, a banda encerrou sua apresentação de forma triunfal. Depois disso, somente uma casquinha de baunilha para refrescar a cuca. Grande noite. Groundation!
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