1
de
dezembro
UMA SALVE A TODOS ARQUITETOS DO SKATE NACIONAL
Hoje vou dormir mais feliz. De um tempo pra cá, não é sempre que você passa parte da noite com um grande amigo conversando e trocando idéias sinceras sobre a vida e o que nos motiva a viver: o amor e o prazer de andar de skate!
Essa pessoa a quem me refiro, além de um grande amigo, é uma das figuras que mais tem trabalhado duro pelo skate carioca nos últimos tempos. Eu só poderia estar falando do fotógrafo oficial da Pense Skate, o Julio Cesar "Tio Verde", ou "Tiozão", como muitos gostam de chamar.
Pra quem não sabe, o Tio Verde começou a dar seus primeiros impulsos e drops quando muitos de nós se quer sonhavamos em vir ao mundo. Eu tô me referindo à década de 1970, onde o skate estava começando a "engatinhar" aqui no Brasil.
Apesar de infelizmente não ter vivido aqueles tempos, é de conhecimento geral que o lifestyle daquela época era embalado pelo lema "sexo, drogas e rock`n roll", ou o tradicional "ande de skate ou morra".
O Tiozão representa aquela geração assim como muitas outras lendas do skate brasileiro entre os quais poderíamos citar nomes como Cesinha Chaves, Luís Come-rato, Carlos Grilo, Jorge Zunga, Sidney Ishii, Guto Jimenez, o falecido Tatu, além de muitos outros nomes importantes e outros que nunca tiveram o devido reconhecimento.

Hoje a noite, por acaso, acabei trombando com um desses desconhecidos. Tião Moraes, esse "coroa" aí de cabeça grisalha na foto, ao lado do Tiozão, é uma dessas figuras anônimas que representam a primeira geração do skate brasileiro.
Foi sensacional passar alguns minutos conversando com essas duas figuras, observando os dois relembrarem os tempos de sessão na Tenente Costa ou o campeonato da São Gabriel, ambas conhecidas ladeiras do Méier, bairro que é referência na história do skate na cidade. Salve salve ZN.
É emocionante ver, anos depois, esses dois eternos adolescentes, reponsáveis chefes de família, falarem do skate com muito brilho nos olhos. Um brilho carregado de boas lembranças de uma época onde as únicas coisas que existiam eram o amor e a vontade de andar de skate. Uma época em que a diversão era levada ao limite, regada a muito sexo, drogas e rock`n roll.
Um salve para todos os Tios Verdes e Tiãos do nosso skate. Um salve a todos os verdadeiros arquitetos do skate brasileiro.
Skate na veia!

