PENSE SKATE, MAS NÃO SEJA BURRO!

Esse é o blog oficial da revista PENSE SKATE. Fique à vontade para dar um rolé.

28

de
fevereiro

Uma dúvida existencial:

Diversão ou  profissão -  ou os dois?

Por Guto Gimenez

Pergunte pra qualquer skatista que mal saiba dar um flip o que espera do skate; chances serão de que uma imensa maioria vai te responder que quer ser patrocinado(a) e virar profissional. Isso não é novidade nenhuma, só que traz uma nova perspectiva ao ato de se andar de skate: virou uma opção profissional. Pode-se querer estudar medicina, computação ou design gráfico - e pode-se querer ser skatista profissional por um bom tempo.

Tudo muito certo, tudo muito justo - mas onde fica a diversão no meio disso tudo?

Olhe pra sua própria história como skatista e faça-se uma pergunta: "por que eu comecei a andar de skate?" As respostas variam, e a mais comum é "porque o meu irmão ou todos os meus amigos de prédio / quarteirão / bairro começaram a andar". Aconteceu comigo e com milhões de skatistas no mundo afora ao longo dos anos. "Porque vi na tv / revista / um dvd, achei maneiro e resolvi experimentar" é outra resposta favorita dos que pisam no carrinho pela primeira vez.

Os motivos pra começar variam, mas a razão que nos leva a continuar é uma só: andar de skate é muito bom! E, como tudo que é bom de se fazer nessa vida, traz um prazer incomparável, uma sensação de realização pessoal indescritível. A isso, chama-se de diversão.

Essa sensação vai te acompanhar enquanto você andar de skate, tenha a idade que tiver. Mas tudo fica muito diferente quando, ao invés de dar um rolé, você passa a "treinar"; quando, antes de você marcar uma sessão com seus camaradas, tem que certificar se vai ter alguém filmando ou fotografando; quando você vai tentar uma manobra num pico, e tem que saber se alguém já não mandou-a antes ali. Tudo na vida perde a espontaneidade quando vira obrigação, e não é diferente com o skate.

            Já passei por todas as fases de um skatista que você possa imaginar - de moleque que andava nas ruas do bairro, passei depois pras ladeiras da área. Corri os meus primeiros campeonatos, adquiri maior experiência e fui subindo de categorias até virar um "semi-pro" de street - nos anos 80, não havia profissionalismo de skate no Brasil. A carreira competitiva acabou quando operei o joelho, mas nunca deixei de andar. Fui envelhecendo e continuando até chegar onde estou hoje em dia, andando de skate por simples prazer mais uma vez na vida.

Por quê bato tanto na mesma tecla? Porque vejo coisas hoje em dia que me entristecem: não se vibra mais com manobras acertadas por outros como antes. Não se tem mais aquela satisfação gratuita de ver um parceiro acertar alguma coisa perseguida por um bom tempo. Não se torce mais pelos outros como se torce pra si mesmo - tudo porque o skate virou uma profissão, e como toda carreira é bastante competitiva e vai sempre selecionar os "melhores".

E é tão difícil conseguir patrocínio… Uma pesquisa feita nos EUA em 2005 estimou em 12 milhões o número de skatistas daquele país, o que é gente pra cacete, cerca de 6% de toda a população americana. Pois você quer saber quantos skatistas são pros, amadores ou recebem algum tipo de material do mercado de skate? Não chega a 8000 - ou seja, pouco mais de 0.05% do total. Pra ser mais preciso, é aquele dízimo quase infinito de 0.0666%. Pouco mais de 1 em cada 10000 skatistas ganha alguma coisa de alguém pra andar de skate, nem que seja camisetas de loja. E isso nos EUA, que tem um mercado muito evoluído em todas as modalidades de skate que você imagine, e que tem pros que nem em campeonatos entram, ganhando a vida entre filmagens e demos pelo mundo afora.

E os outros quase 9.999 skatistas, vão fazer o quê? Parar de andar?!

Claro que não. Todos continuam andando, alguns vão até continuar a sonhar em virar pro, mas a força-motriz sempre foi uma só: a diversão que mencionei lá em cima. Porque, com ou sem "grana, fama e mulheres", uma coisa não mudará jamais - o prazer de sentir o vento no rosto, a satisfação pessoal de se acertar uma manobra ou de se chegar vivo no final da ladeira. E isso é como aquele anúncio de cartão de crédito - não tem preço.

Visite também:

http://www.penseskate.net

http://www.fotolog.com/penseskate

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22

de
janeiro

Lançamento de sucesso

Festa PENSE SKATE reúne skatistas para comemorar o lançamento do portal penseskate.net

 

O portal penseskate.net não poderia ter iniciado suas atividades de forma melhor. No último sábado, dia 20, foi realizada a Festa Pense Skate na Galeria de Artes Severo 172, na Lapa, coração da boêmia carioca.  O Severo 172 abriu as portas para comemorar a chegada do único portal que visa retratar a cena do skate do Rio de Janeiro, valorizando, divulgando e promovendo o esporte e os skatistas da cidade maravilhosa.

 

Estiveram presentes grandes personagens do skate carioca, brasileiro e sul-americano. Entre outros, estavam lá os skatistas profissionais Yann Jhy Wu, Mauro Luiz, Sergio Garb, o argentino Steban Florio, Vitor Sagaz, Rogério Ragueb, Mário Marques e Márcio Conrado, além dos amadores Ionir mera, Alexandre Cotinz, Emanuel Enxaqueca e Victor Pulga.  Isso sem contar com Ed Scander da CBSK, Guto Jimenez da Tribo, Renato Custódio da 100%, Bruno Funil e Melissa do NES, o fotógrafo Márcio Arqueiro e o anão skatista Igor Brilha, que roubou a cena com a sua chegada.

  

Rapaziada gastando na porta do evento_foto Fernando Martins

Skate, arte e diversão!

 Para comemorar esse feito, o Severo 172 que já conta com a bela curadoria de arte do Coletivo Nação Crew, também recebeu uma exposição com as melhores fotos já publicadas na revista, além do projetor e da TV de plasma que exibiram vídeos de skate, inclusive com imagens exclusivas do OI VERT JAM, evento que movimentou a cena do skate brasileiro no último fim de semana.

 No comando da festa estava o Coletivo Urcasônica Sound System, uma das maiores equipes de som jamaicano do Rio de Janeiro. Com as pick-ups afinadíssimas, o coletivo comandou o evento com muito Dancehall e Ragga.  Mais tarde, a Banda Rajada fez um show com muita vibe pra galera do skate.  A banda formada por skatistas de Irajá ficou a vontade no palco do Severo 172 e empolgou o público com suas letras que retratam o melhor do cotidiano da cultura de rua do nosso Rio de Janeiro.  Por fim, o skatista profissional Julio Feio, o Dj Feiox, preparou um set de trance alucinante, que fez a galera fritar até as primeiras horas da manhã de domingo. 

Galera curtindo o som da banda Rajada _ foto Rennê Nunes

O evento que marcou o lançamento do portal penseskate.net com o pé direito, só pode ser realizado com a parceria dos amigos da Galeria Severo 172, Guerrilha Comunicação Tática, Revista Tatame, Moment Skateboard Vídeo, Comunidade Urbana, e O Escracho do Regaço.  A equipe Pense Skate aproveita para agradecer também aos artistas da Urcasônica Sound System, Banda Rajada, Dj Feiox e também a todos que prestigiaram e contribuíram para o sucesso da festa. 

http://www.fotolog.com/penseskate

 

http://www.penseskate.net

 

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13

de
janeiro

Festa PENSE SKATE

Revista lança novo site numa grande festa na Lapa, com muito skate, arte e música.

A revista Pense Skate – única revista de skate do Rio de Janeiro - tem grandes motivos para comemorar. No dia 20 de janeiro, a revista realizará uma grande festa que marcará o lançamento do novo portal do skate do Rio de Janeiro. O site penseskate.net será o maior provedor de conteúdo de skate do Rio de Janeiro para o mundo, levando informação com credibilidade para os skatistas sem perder o posicionamento crítico que marca a linha editorial da revista.
Para ficar ainda melhor, a festa de lançamento do site penseskate.net acontecerá numa data muito especial. Sem dúvidas, o dia 20 de janeiro é um dia diferente no calendário do skate brasileiro em 2007. Além de marcar o lançamento oficial do site da revista Pense Skate, o dia 20 também será marcado pela realização do Oi Vert Jam, evento que já é tradição do verão carioca e abre o calendário do skate mundial, sendo a primeira etapa do circuito WCS.

Festa de skate, arte e música

A festa de lançamento do site acontecerá num pico bastante especial. A Galeria de Artes Severo 172 consegue reunir conforto e alternatividade, num ambiente que reflete toda a diversidade do universo cultural underground do Rio de Janeiro. O espaço que é decorado com grafites e telas de street arte desenvolvidas pelo coletivo Nação Crew também contará com projetor que exibirá vídeos de skate, inclusive imagens feitas durante o Oi Vert Jam. A noite também contará com uma exposição das melhores fotos da Revista, além de muita música.

No comando da festa está o coletivo Urcasônica Sound System, maior coletivo de musica jamaicana do Rio de Janeiro, que trará mc`s convidados e promete colocar a galera para sacudir ao som de muito dancehall e ragga. Em seguida, direto das ruas de Irajá, a banda Rajada, que é formada por skatistas promete fazer um lindo show para seu público. A banda se apresentou na última edição do Mostra Livre de Artes que rolou no Circo Voador e teve seu trabalho bastante elogiado, prometendo ser a nova revelação da cena musical underground carioca. Em seguida, fechando o line-up, o skatista profissional Julio Vasconcelos, mostra toda sua performance como Dj Feiox, colocando a galera para fritar com o melhor do trance. Uma festa para todos os gostos, que trará todos os estilos reunidos pelo skate. A festa de lançamento do site da Revista Pense Skate tem como parceiros a Guerrilha Comunicação Tática, Revista Tatame, Comunidade Urbana, O Escracho do Regaço e Moment Skateboard Vídeo.

Evento

20/01/2007 - 22h (Sábado do Oi Vert Jam)
Festa Pense Skate
Lançamento oficial do site penseskate.net

No comando
Urcasônica Sound System
+ M’cs convidados

Show com a banda
Rajada

Participação especial
Dj Feiox (trance)

Expo de fotos + vídeos de skate

R$10 até 00h e R$15 após

Severo 172 - Rua Augusto Severo 172 - Lapa

http://www.fotolog.com/penseskate

http://www.penseskate.net/

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26

de
dezembro

PARASITAS DE UM MODO GERAL

Por Guto Jimenez

Acho bem oportuno que alguém mais levante essa bandeira; afinal, desde o Na Base (98/2000) que o mercado não é capaz de sustentar uma publicação local de skate, por menor ou menos modesta que ela seja.  Taí o exemplo recente da Pense Skate pra não me deixar mentir.
            Dizem que o skate carioca é assim por falta de marcas locais fortes, argumento que concordo apenas em parte. Tudo bem que lojas têm o orçamento muito mais apertado do que marcas, mas me questiono se essa realmente seria a maior carência local, principalmente quando penso que há marcas como a Street Line, que está no mercado há muitos anos e não dá o retorno que deveria ao esporte. Não acho que dar alguns shapes de premiação de campeonato seja um grande incentivo ao cenário, mas sim uma maneira barata de marketing ao associar o nome da marca a eventos diversos.
            O problema é bem mais crônico, tem a ver com o jeito carioca de fazer negócios: pouco objetivo, lerdo e dispersivo, na sua maioria. Qualquer fotógrafo que já tenha tido a oportunidade de tentar vender o seu trabalho para marcas sediadas aqui, do skate ou não, vai assinar embaixo do que eu acabei de dizer.
            O problema estrutural do skate carioca é muito mais sério e abrangente do que se imagina. Estamos atrasados não só na maneira de divulgar ou de fazer negócios, mas até nas pistas que existem por aqui e na falta de defesa delas. Compare a "street park" de Terê (a mais nova do estado) com qualquer pista nos sites
grindline.com ou teampain.com e chore de raiva e frustração. Teríamos que ter entidades que corressem atrás de pistas para futuras gerações, ao invés
de tentar "vender um peixe" monstrengo e desatualizado como se fosse uma grande coisa.
            Como skatista veterano, fico pasmo e até meio puto de presenciar a passividade com a qual a grande maioria de skatistas das gerações mais novas vê bikes andando e destruindo os picos que foram agilizados por NÓS, skatistas. Em sua imensa maioria, bikers são PARASITAS, e piores dos que os lojistas de skate que não dão retorno ao cenário. Eu me prendo aos fatos:

1) São skatistas quem formam associações, fazem projetos, correm atrás da construção e fiscalizam a execução das obras de pista de skate. Bikers não têm nem uma associaçãozinha que se preze; só se pode contar com bikers pra destruir o que foi duramente agilizado por outros - no
caso, nós;

2) Bikes destroem SIM! Os pisos das pistas de skate foram feitos pra terem boa performance em contato com uretano; não foram projetados para aturar as constantes quedas e porradas de guidons, pedaleiras e outros metais que têm nas bikes. Para eles, não faz diferença se tem ou não buracos nas pista; suas rodas são de borracha e eles têm freios e andam sentados… e eles sempre podem contar com skatistas para correrem atrás de pistas novas pra eles destruírem;

3) participei das concepções, projetos e execuções de todas as pistas de skate que pintaram no Rio desde 1988 até 2000, mais ou menos. Sei da complicação, burocracia e tempo que se gasta pra que se consiga um simples "sim" das "autoridades competentes" (risos). Por isso, onde quer que eu vá andar, me recuso a dividir a pista com um desses verdadeiros PARASITAS. Podem me chamar de antigo, retrógrado ou babaca, que eu não to nem aí. Se você for um biker e estiver lendo isso, procure marcar a minha cara; se eu estiver na pista, você não vai andar. Respeito é bom, eu gosto e fiz por merecer, portanto vá parasitar em outra freguesia. Simples assim.
            Para concluir: triste é o cenário cuja maior novidade em 2006 foi o cenário de "Malhação".

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12

de
dezembro

A feira e o improviso

Texto por Rennê Nunes

Tudo começou meio que de improviso mesmo. Decidimos que iríamos participar da Feira da Providência meio que em cima da hora. Fomos convidados pela 818 Skate Shop para somar no stand da loja, que contou com duas mini-ramps iradas. Agitamos a correria toda e partimos pra ação junto com a 818 Skate Shop. O stand da revista ficou style: muita criatividade no stancil e na “munheca” pra fazer as artes dos banners e camisas.
Foram mais de 200 revistas vendidas só no sábado e no domingo. Distribuição de adesivos, improvisos no microfone e na mini-ramp. Tudo fazia sentido e se integrava num único ambiente skateboard! Rio de Janeiro na veia!

Stand da Revista Pense Skate e 818 Skate Shop: improviso que deu resultado - Foto Rennê Nunes

De improviso: "Você conchece a revista PENSE SKATE?"  - Foto Bruno Mello

"Beleza, é isso aí. Então pode levar 3 por R$5!" - Foto Bruno Mello

Na sexta, Julio Feio, Mary Jane e outros skatistas fizeram uma demo para o programa Woohoo, que deve ir ao ar em breve.  A Pense skate também deu entrevista:

 

Rafael Boné.  Promoter de vendas da Revista PENSE SKATE  em entrevista para o Woohoo.  Mais uma vez, improviso.  - Frame Marcelo Arteiro.

"Improvisa aí Renato Pé de Bola!!". Promoter em mais uma venda da revista Pense Skate- Foto Rennê

Mas, particularmente, na minha opinião, o que mais valeu foi o resultado de uma atitude improvisada. Deu tudo certo! Inclusive a sessão de skateboard que rolou no final da Feira, quando juntamos as duas mini-ramps e andamos ao som do Dj Salada. Kilha da Street Line também estava lá e andou junto com a galera: Luís, Papinha, Boné, Pé… só irmão fazendo uma sessão de improvisação.

Rennê Nunes. Editor da revista Pense Skate improvisando.  bs grind.  - Foto Rafael Monteiro

Luís, pai do Breno, improvisando. - fs smith

Luís, pai do Breno, improvisando.  fs smith.  Foto Rafael Boné

Pura improvisação: valeu Dj Papinha!  - Foto Rafael Boné 

Parabéns a todos, valeu a colaboração e, principalmente, a improvisação.

Acessem também:

http://www.penseskate.net/

http://www.fotolog.com/penseskate

Nossa comunidade no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1439167

 

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19

de
novembro

Groundation! Groundation! Comunication!

Texto e viagens por Rennê Nunes

Quando as luzes se acenderam e a banda continuou tocando, pensei: Porra, foda! Achei que aquilo era uma ação programada, um ritual que já fazia parte dos Shows do Groundation. Com as luzes acesas, foi lindo ver aquela mistura de gente embalada pelo swing do reggae, dançando, divertindo-se ao som do grito de liberdade que emanava das canções. O contato visual dos artistas com o público: uma perfeita comunicação, uma sintonia visual, sonora e rítmica, talvez.

Só mais tarde descobri que, em virtude do horário, a Prefeitura mandou acender as luzes para que o show terminasse. Foi o que aconteceu pouco tempo depois. Mas, a manifestação do público presente diante da conspiração para o término do show não estava no cronograma. Groundation! Groundation! Groundation! E tome-lhe garrafas d’água nos assistentes de palco que cismavam em tentar guardar os instrumentos. Sei que a manifestação não foi das mais civilizadas, porém, como diria minha Vó: “Não mexe com quem tá quieto”. A galera só queria a última, a saideira, o grande final. Aquela linda noite quente não poderia ter aquele fim.

E assim foram-se, no mínimo, uns 20 min. de lengalenga. Garrafas ao ar, vaias e os fãs a postos em frente ao palco: Groundation! Groundation! Até que o produtor do show subiu ao palco para anunciar que a banda tocaria a última música, para delírio total do público. A galera se espremeu na frente do palco. Pareciam tentar interagir ainda mais com a banda naquele último momento do show. As luzes continuaram acesas, iluminando ainda mais a noite que já tinha um brilho diferente.

Por volta das 4h00, a banda encerrou sua apresentação de forma triunfal. Depois disso, somente uma casquinha de baunilha para refrescar a cuca. Grande noite. Groundation!

Veja também >>>  www.fotolog.com/penseskate

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15

de
novembro

1º Campeonato Galpão Skate Park

Texto por Rennê Nunes / fotos por Tio Verde

Há tempos que não se via um campeonato como esse no Rio. Também não é comum encontrar um skatista profissional como Tobias, que com o auxílio de sua equipe, soube organizar e produzir um evento de qualidade. Essa foi a marca do 1º Campeonato Galpão Skate Park. Com uma premiação regada, o evento conseguiu reunir cerca de 150 competidores, entre as categorias Mirim, Iniciante, Feminino e Amador.

O sábado foi o dia dos Mirins e Iniciantes mostrarem um alto nível de skate. No Mirim, os destaques foram Breno de Souza e o grande campeão Thaynan Costa. No iniciante, Lendemberg Britto, o “Peguinha”, acabou quebrando o shape durante o aquecimento quando tentava fazer uma foto com o fotógrafo Tio Verde. Mesmo correndo com o skate do Tio Verde, Peguinha garantiu o quinto lugar de forma emocionante. O campeão nessa categoria foi Yuri Moreira, que com mais essa vitória confirmou a excelente fase que atravessa. Se já vimos manobras “cascudas” no primeiro dia do evento, não é difícil imaginar que o Domingo foi dos mais emocionantes.

No Feminino, a favorita Rose Mary “Mary Jane” levou mais uma. Já no Amador o resultado foi surpreendente. Apesar do favoritismo dos forasteiros Felipe Buchecha e Diego Fiorese, que passou em primeiro na eliminatória direto para final, os cariocas acabaram surpreendendo na final. Emanuel Ribas, o “Enxaqueca”, fez uma volta style, marcada pelo seu estilo overall que faz do seu rolé único. Levou pra casa uma TV de 29`. O 1º Campeonato Galpão Skate Park foi encerrado com um best trick emocionante, do qual só participaram os amadores finalistas. Wallace Belo, que ainda está se recuperando de uma séria contusão, mostrou que sua vontade de andar de skate somada à sua técnica, realmente fazem a diferença. Faturou com um cabuloso varial heel bs boardslide no corrimão.

Emanuel Ribas, o “Enxaqueca”,  bs salad grind

Agora fica a torcida para que cada evento realizado pelo Galpão Skate Park continue dando exemplo para os demais produtores de campeonato de skate do Rio de Janeiro.

Resultados

Mirim
1. Thaynan Costa da Silva
2. Pedro Henrique, Neném
3. Lucas Dinis

Iniciante
1. Yuri Moreira
2. Renan Sales
3. Felipe Ribeiro

Feminino
1. Rose Mary – São João de Meriti RJ - Academia Ritm / Matrix Lan Games / Vertical / Street Line / Arrepiacão.
2. Ana Beatriz – Girlie / Pluz / Wave Rock
3. Gabriele dos Santos – Volta Redonda RJ – Roots Skate Board

Amador
1. Emanuel Enxaqueca – Rio de Janeiro – Drop Dead / Libra / Crail
2. Felipe Gustavo, Buchecha – Brasília – Plasma / Up Street / Apoio Gringa Distribuidora
3. Ademar Lucas, Luquinha – Rio de Janeiro – Arroba Skate Shop

Veja também >  www.fotolog.com/penseskate

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24

de
outubro

DO IRAQ PARA O MUNDO

Por Rennê Nunes
Imagens Acervo Pessoal “Vagner doNasc”.


"Vagner doNasc." diretamente do IRAQ

 
Quem anda de skate na ZN do Rio de Janeiro já deve ter dado um rolé com esse cara, principalmente quem é local do Briza, em Irajá, simplesmente “IRAQ”, segundo nosso entrevistado. Dono de um traço único e uma mente bastante fértil, “Vagner doNasc.”, o skiny, é um skatista criativo e um designer bastante talentoso. Em entrevista, ele conta como foi surpreendido por um e-mail da marca Crail - uma das maiores e mais respeitadas marcas de skate brasileiras - convidando-o para desenvolver uma série de shapes. A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre esse artista, que busca a evolução de seu pensamento e vê na criatividade uma forma de expressar sua visão de mundo.

DADOS

NOME
Vagner Luiz Bastos do Nascimento
APELIDO
Bom, quem anda de skate me chama de "Skiny", mas eu assino meus
trabalhos como "Vagner doNasc".
IDADE
25 anos, 10 de Skate.
ONDE MORA
Moro em Irajá (carinhosamente chamado de "IRAQ")
ONDE ANDA
Ando no Briza, mas também andei muito na Quinze, onde eu sempre curti mais.
FORMAÇÃO
Estou próximo de me formar em "Desenho Industrial - Programação Visual", que, traduzindo, quer dizer Design Gráfico. Já era pra estar formado há
dois períodos atrás, mas, como diz o B Negão, "O processo é lento". A faculdade não é minha única formação, pois sempre corri atrás de informação, lendo livros, revistas especializadas, sites, trocando idéias com pessoas da área e de outras áreas, indo a exposições, encontros, workshops, palestras e o cotidiano.

ENTREVISTA

COMO SURGIU A PROPOSTA DE CRIAR PARA CRAIL?
V- Bem, isso foi muito loco, eu tava em uma fase boladão, na qual achava que teria que me entregar ao universo careta, tendo de trampar com horário de chegar e sair, bem, essas coisas sem desafios. Em contrapartida, eu comecei a buscar e tentar desenvolver um estilo próprio que fosse verdadeiro comigo, quando, derrepente, me chega um e-mail dizendo que era da Crail e que eles queriam uns desenhos pra uma nova linha de shapes. Fiquei na pilha, respondi o e-mail e na seqüência o Tiago (Marketing da Crail) me ligou e fechamos a parada. O loco disso tudo é que os caras viram experimentos no fotolog quedivido com o Aqno - www.fotolog.net/dzn_crew .

COMO FOI CRIAR PARA CRAIL, QUE É UMA DAS MAIORES MARCAS
NACIONAIS?
V- Eu ando de Skate há 10 anos então pra mim foi a realização de um sonho, ainda mais sendo a crail, assim eu vou poder ver uma pá de skatista foda andando com um desenho meu. Foi foda, é difícil explicar como foi importante pra mim fazer esse trampo. Também fiquei de cara como uma empresa brasileira de skate pode ser profissional. Não é todo dia que agente vê uma marca brasileira que investe no diferencial e busca o lifestyle e não apenas vender.

COMO FOI O PROCESSO CRIATIVO ATÉ A FINALIZAÇÃO?
V- O Tiago me passou um briefing bem legal e me explicou o que ele queria, depois eu pesquisei pesado o que tava sendo produzido tanto no mercado nacional quanto no mercado americano e europeu. Minhas maiores influencias foram "Zoo York", "Chocolate", "Girl", "Habitat", pois eu vi ali o Lifestyle. Essas são marcas que traduzem o que é andar de skate, estar na rua com os amigos, a emoção de acertar uma manobra e por ai vai… Na seqüência eu comecei a desenvolver os desenhos, pois já sabia qual era o traço que seria melhor, que cor era legal, o que era manjado e o que não era. Busquei o universo urbano, o cotidiano de todos que moram no Brasil. Eu acho que geral vai se identificar de alguma forma.

Série Crail por Vagner doNasc.

POR VOCÊ SER SKATISTA, CRIAR PARA UMA MARCA DE SKATE É MAIS FÁCIL?
V- Sim. Pelo fato de eu ter uma historia de envolvimento com a cultura, por fazer parte dos usuários do produto e ter anseios comuns a todos os outros skatistas. Por ser além de skatista, designer, já tenho uma opinião sobre o que eu considero ruim ou bom há muito tempo. Mas isso também podia me levar ao erro, ou fazer algo muito autoral sem me preocupar com a identidade da marca. Por isso, as pesquisas e levantamentos de dados são tão importantes.

ONDE A GALERA ENCONTRA O SHAPE PARA VENDER E QUANTO CUSTA?
V- Cara, isso eu não sei responder, mas acho que serão um pouco mais caros, pois eles são "Maple" (madeira canadense utilizada nos shapes gringos).

O QUE ESTÁ FAZENDO NO MOMENTO E QUAIS SÃO OS PRÓXIMOS PROJETOS?
V- No momento eu tô fazendo varias coisas diferentes, tô trampando no
CIRCO VOADOR fazendo a parte visual junto com outro designer, fazendo
projeto de conclusão da faculdade que se chama Coágulo, em "breve" nas ruas, gravando o primeiro disco do RAJADA (banda na qual eu toco baixo) que será lançado só na internet, montando uma sound system com o Dj "Dos Santos" chamada de ZOO IRAQ, faço junto com o Charles "Frajola" o Campeonato de Skate do BRIZA e, em breve, vamos montar uma aula de reciclagem de peças, transformando shapes velhos em obras de arte. Também estou estudando e fazendo um Laboratório de software Livre e inclusão digital com o JAHJAH do "Estudio Livre", e, por último, os de sempre… uns free lancers, pintando, desenhando, colando, fotografando, filmando e andando de skate.

Veja mais nos sites
www.rajada.com.br
www.fotolog.net/dzn_crew 
http://www.flickr.com/photos/34588312@N00/

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24

de
outubro

Novidades do skate carioca

 

Por Rennê Nunes

Já chegaram as novidades do skate do Rio de Janeiro, e vieram de carrinho. Recentemente foi lançado o preview do vídeo de skate Fábrica, que tem quase todas as imagens produzidas em solo carioca. Entre os protagonistas, também só dá skatista do Rio. Entre eles: Wallace Belo, Emanuel Enxaqueca, Igor Rodrigues, Willians Dentinho, Léo Lopes, Ionir Mera, Marcello Gouvêa, Yann Jhy Wu, Nicolas Grilo e Thiago Martins. Vale a pena entrar no site www.youtube.com/watch?v=AOX7X0OQ-Fo  e conferir a previa desse que promete ser um dos vídeos que melhor documenta o panorama atual da cena do skate no Rio de Janeiro.

Outras novidades são a mini-ramp e o quiosque skate shop que foram inaugurados nesse mês de outubro no Núcleo Escola de Skate (NES). Toda em madeira, coberta, com transições rápidas e uma altura convidativa, a rampa é um ótimo local para se tacar, aprender e praticar manobras em mini-ramp. O NES fica no Atlas Atlético Clube, na Rua Vilela Tavares 169, Méier. 

Ao sairmos da realidade em direção ao mundo virtual, também nos deparamos com novos ares. A 818 Skate Shop que fez ótima temporada no New York City Center agora lança o portal  www.818skateshop.com.br onde além de informação, em breve você também poderá ter acesso a uma skate shop virtual. Aproveitando que ainda estamos online, é bom dar uma passada no site de Federação de Skate do Rio de Janeiro (FASERJ), que já está no ar e promete ser um canal de comunicação e organização do esporte aqui no Rio. Se você é produtor de eventos de skate ou skatista, não deixe de acessar para se manter informado e trocar informações - www.faserj.com.br . Vamos fazer um calendário do skate carioca mais eficiente em 2007.

Antes de você sair pra andar de skate, entre aí no www.penseskate.net  , cadastre-se e participe do Painel Pense Skate, pesquisa promovida pela Revista PENSE SKATE com o objetivo de entender o panorama atual do mercado de skate do Rio de Janeiro.

Boas sessions! 

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